terça-feira, 13 de agosto de 2019

Extatísticas, à guisa de apresentação

O título é para marcar os momentos estatisticamente mais prazenteiros que aborrecidos que passei na frente de alguma tela. Principalmente na tevê, mas bastante no cinema também, e alguma coisa no computador. No celular, francamente, não consigo. Deve ser o século, com o qual ainda não me identifico totalmente.

Cálculos moderados me levaram à conclusão de que, até esta altura dos acontecimentos, assisti a uns 40.000 filmes, entre longas-metragens, episódios de seriados e, mais recentemente, séries de tevê. Isso daria uns 1.667 dias ou 4 anos e 7 meses, cerca de 7% do meu tempo de vida. E olha que dei muito desconto, este é um cálculo bem modesto.

Impossível guardar tudo isso na memória, claro. Mas, de uma forma ou de outra, certamente contribuiu para formar um tanto da minha personalidade , mais ainda das minhas convicções – boa parte em oposição ao que vi - e muito dos meus conhecimentos, que não são grande coisa.

Continuo mantendo mais ou menos a mesma MTD (média de tela diária). Então, pensei em guardar alguma informação, sensação e comentários. Para uma futura avaliação, quem sabe, minha mesmo. Ou para os comentários de algum vedor (está no dicionário), se houver.

Não serão análises nem críticas, mas sim observações de caráter mais pessoal, muitas vezes digressivas. Para escândalo de muitos, continuo dizendo que não curto muito análises de filmes, que me parecem algo como explicar uma piada. A crítica também, com seu método gustativo, subjetivo. As duas coisas têm interesse, valor e lugar, mas não são a minha praia. Este blogue vai ser, talvez, um discurso, um debate cineclubista individual – o que é uma contradição – que é onde me situo há um tempinho. Diferente dos outros dois métodos – e os três se aparentam – o debate cineclubista se constitui de avaliações pessoais da relação do filme (ou do produto audiovisual em sentido mais amplo) com a realidade, com o nosso tempo e lugar.

Minhas fontes, agora, são meio exíguas: não tenho como ir muito ao cinema, que é muito caro, nem posso assinar muita coisa na tevê, pela mesma razão. Assim, alimentarei este blogue – como se escreve em bom português – principalmente com os filmes que vejo ou revejo na Cinemateca de Montreal e com os filmes e séries que assisto em casa, na Netflix. Alguma coisa sempre surge também das minhas pesquisas e encontro nas fontes mais usuais da Internet, como o Youtube e canais especializados, assim como saites (aportuguesamento do site americano, que não se pronuncia em português) e canais de produtores de conteúdo na internet.

Em Montreal, agosto de 2019.

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